Salão CasaModa

Estivemos em São Paulo por quase uma semana. Uma grata surpresa dessa viagem foi poder cobrir o Salão CASAMODA, evento que reúne os lançamentos das marcas mais importantes do Brasil, que aconteceu no hotel Unique. O conceito era “see now, buy now”, ou seja, veja agora, compre agora, uma ideia incrível para lojistas que precisam ter acesso às novidades em primeira mão e para quem ama moda e quer ficar por dentro das tendências.

A decoração do lounge Fhits foi assinada pelo querido Dudu Vasconcelos. Podemos ver de perto as coleções para o Inverno 2017 de mais de 40 marcas. Vem assistir o vídeo e em breve vou postar as fotos que produzimos com exclusividade.  ❤

Pra se inspirar

Oi, gente! Antes de começar com os posts sobre São Paulo e de tudo que aprontamos por lá, queria falar da SPFW. Pra mim, pra minha realidade, a semana de moda é pra gente se inspirar e ver o que vamos, ou não, agregar na nossa vida nos próximos meses (ou anos).

Estou longe de ser especialista no tema, mas como amo o assunto, quis destacar o que mais me chamou atenção e o que eu escolheria pra mim. Tem look street style e também das passarelas. Ah, acrescentei minhas inspirações do amado Pinterest, claro.

Destaques:

Veludo: Nunca mais digo que dessa água não beberei, mas de tudo que vi acho que nada serve para o meu gosto. Mas não se pode negar que vamos ver muitas peças com veludo das araras para as ruas. Na verdade temos visto desde o ano passado, mas por aqui parece que agora vai pegar de vez.

Foto: Pat Bo via Garotas Estúpidas
Foto: Pat Bo via Garotas Estúpidas

Transparência: Acho incrível, elegante e sexy quando usada na medida certa. Pra quem curte (e pode) não vai faltar opção e inspiração.

ALEXANDRINE –SPFW Via Garotas estupidas
Foto: Alexandrine –SPFW via Garotas Estúpidas

Estampa de estrelas: Foram muitas peças com essa pegada.  De todas as cores e tamanhos. Eu curto, mas tive a sensação de estar vendo algo que não pegou no passado e que estão dando mais uma chance. Rs

Estrelas Juliana Juliana Jabour via garotas estupidas

Foto: Juliana Jabour via Garotas Estúpidas

 

Bota branca: Anos 80 e Xou da Xuxa!  Quem nunca teve uma dessas?! Acho demais pra mim na fase adulta rs, mas a mulherada já anda causando.

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Foto: Pinterest

 

O que eu compraria:

Jeans: Nenhuma novidade aqui. Sempre será um caso de amor em nossas vidas. O que me chamou mais atenção foram as jaquetas jeans. Quero pra ontem!  Pra quem gosta de ousar é bom ficar de olho nas calças com bordados.

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Foto: Pinterest

 

FOTO Fotos ©Leo Faria PARA UOL

Foto: Leo Faria via UOL

 

Fotos ©Leo Faria para UOL
Foto: Leo Faria via UOL

Pantacourt: Continua em alta. Era o tipo de peça que eu sempre disse que jamais usaria, até experimentar e notar que além de ser confortável, ela levanta qualquer look. Me rendi!

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Foto: Pinterest

 

A borboleta e o mar

 

Escrever tem um preço.

Para mim, mais do que uma maneira de criar histórias é, principalmente, um jeito de navegar por minhas águas mais turvas.

Escrever dói.

E tornar público este texto é uma das coisas mais difíceis e corajosas que já fiz.

Se alguém por aqui já teve crise de ansiedade, espero, do fundo do coração, que o texto mexa nas tuas águas turvas e ajude a entender que tem solução.

Eu encontrei.

Boa leitura!

Ela sabe quando a ressaca vem. Mesmo dias, semanas antes.

É preciso muita atenção para notar os primeiros sinais, quase imperceptíveis. A brisa sopra enviesada, esquecendo onde deveria fazer a curva. Depois some, deixando o ar paralisado. Então, sopra leve e serena. Até que tropeça mais uma vez e volta a soprar fora de lugar.

O descompasso não tem tempo certo de duração. Às vezes são algumas horas, às vezes semanas. Mas ela sabe: é a ressaca chegando.

No ritmo dissonante, a brisa torna-se vento. O vento, ventania. Cada vez mais rápida e violenta. O mar se enfurece. Avança. Avança.

Avança.

Ela luta para salvar a borboleta.  A borboleta de asas azuis.

Não era colecionadora, não pretendia buscar outras. Aquele pequeno inseto era o primeiro ser vivo que vira se formar. Ovo, larva, pupa, imago. Não tinha sido fácil passar por cada etapa. Muito cuidado – e sofrimento – foi preciso para esperar cada fase se romper em uma nova.

A borboleta não conhece gaiolas. Nunca pensara em ter uma. Não existem gaiolas para refugiá-la.

O mar não tem piedade, ela sabe. Se aproxima agressivo e sedento da borboleta, que parece não saber para onde ir.

Desespero. Dela, da borboleta, do mar.

Assiste a batalha, consternada. O mar derramando sua língua para alcançá-la. A borboleta batendo as asas numa dança desengonçada para escapar.

Torce para que ela não desista. Continue tentando, pede em silêncio.  Não se canse.

Antes, quando havia só ressaca, evitava as lágrimas. Tinha medo que a fraqueza desse mais espaço para a destruição. Desde que o casulo se rompeu, abrindo o céu para o primeiro voo azul, aprendeu que chorar não ajuda o mar, mas a borboleta.

Na calmaria de seu choro, a ventania ia enfraquecendo, o vento retornava brisa.

O mar ia se acalmando. Bem. Aos. Poucos.

A borboleta pousa de asas fechadas. Sabe que sua beleza está no voo.

Ela sorri.

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ju.jpgJuliana Borel é escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Em 2016, ganhou o prêmio literário Leia Comigo, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e é uma das autoras no livro de contos “Mapas Literários – O Rio em Histórias” (Rovelle/2015) e do livreto de poesias “Miudezas” (Cartonera Carioca/2016).
Tem um blog procurasepoesia.blogspot.com.br, onde escorre todas as suas experiências..