Repetir roupa é <3!

E tem gente que em pleno ano 2014 acha que repetir roupa é mico. Eu já tive esse pensamento, mas graças a Deus “virei uma pessoa evoluída”. (Mentira! Eu compro roupa e fico guardando pra usar em um dia “especial”). rs

O fato é que quando gosto de algo, roupa, brinco, sapato, uso até acabar. É o caso clássico dessa blusa comprada na Zara. É básica e não tem nada de espetacular, mas garrei uma amor inexplicável por ela.

Gente, eu repito ela (e milhões de outras coisas) na cara dura, sem o menor pudor! Já quero comprar outro modelo assim, mas ainda não encontrei. 😦

Sou a favor de uma vida onde a gente possa usar o que quiser, na hora que quiser, mesmo na era dos blogs, do instagram e do facebook, onde todo mundo sabe o que você usou e onde usou! O que é que tem de errado nisso? N A D A! 😛

Vai no @annadeiselopes e confira que eu não estou mentindo. Hahah 😉

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Blusa: Zara Itália l Calça: Renner | Anel: Empório Bijux| Bolsa: Presente |Faixa do cabelo: Feira do Lavradio| Alpargatas: Renner |

A vida é deixar acontecer

Sabe qual é a diferença entre sonhar e realizar? Deixar acontecer.

Aprender a não se cobrar e a não cobrar o outro é simplesmente libertador.

O conto de hoje é, talvez, um dos mais pessoais que já postei no #InspiraPoesia.

Espero que se inspirem também.

Três dias
Pra ler ouvindo: Sempre não é todo dia | Oswaldo Montenegro

A vida acontece. Acontece quando menos se espera.

Acontece numa noite fria, num café no centro do Rio, numa conversa despretensiosa

com alguém que se acabou de conhecer.

A vida escorre.

Escorre numa troca de olhares, numa troca de sorrisos tímidos e ansiosos, numa

abordagem inusitada que não se sabia ter coragem pra tomar.

A vida surpreende.

Surpreende quando se conhece um lugar que só se idealizava, com uma pessoa que só

se tem uma ideia, com uma identificação rara.

A vida é brilho.

O brilho do sol que se põe em nossos olhos, da noite que traz uma aventura, da

promessa do próximo encontro.

A vida é música.

É Oswaldo Montenegro tocando baixinho, na penumbra de um quarto, com cheiro de

vinho e lençóis desarrumados.

A vida é andar de mãos dadas.

Numa rua da zona sul carioca, sem esperar por nada, sem querer que o amanhã

chegue.

A vida dá sinais.

Sinais de que basta estar-se aberto para que ela entre e sente na sala de estar.

A vida é deixar acontecer.

Enfim, deixei.

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Juliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

A transformação (de dentro pra fora e de fora pra dentro)!

Finalmente cortei o cabelo como já havia falado aqui. Não foi em outubro como prometido, foi um pouco antes do meu aniversário de 33 anos. Eu sei que a mudança no cabelo é só um reflexo do que eu sinto por dentro e exatamente por isso foi um marco. Assim como perder 12 quilos, cortar o cabelo me deixou com a sensação de que eu posso tudo o que eu quiser. Pode parecer um ato simples, e é mesmo, para muitos, mas pra mim foi uma senhora transformação, por dentro e por fora.

Algumas vezes é preciso sair da zona de conforto, se arriscar mais e passear pelas possibilidades. E são tantas!

Não é fácil deixar de usar química no cabelo depois de anos e anos, mas quer saber: tô curtindo. Estou me descobrindo. É muito bom poder se reinventar. <3.

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Corte: Marília Gabriela Souza

Despedida

Sabe aquela última conversa? A que antecede o fim de uma história ou impede o começo dela? Eu já tive algumas.

Despedidas sempre me deixam comovida.

Última conversa
Pra ler ouvindo: Lost Stars | Trilha do filme Begin Again

É claro que eu entendo.
Entendo que você é só um garoto perdido, que eu atrapalho sua cabeça.
É claro que entendo. Não precisa se desculpar.
Ninguém tem culpa. Quem tem culpa?
Você não se apaixonou por mim. Acontece. Pode acreditar, não foi a primeira vez.
Se estou triste?
Não é nada. Não quero que se preocupe.
Se choro é porque já sinto saudades, mas sou boa em conviver com ela.
Sei disso. Sei que você não queria me magoar.
Mas fazer o quê? As coisas nem sempre acontecem como a gente quer.
Tudo tomou um rumo tão diferente, não foi?
Desde aquele pôr-do-sol que vimos juntos, lembra? Tão bonito, tão nosso.
A gente tinha tantas possibilidades.
Não imaginei que acabaríamos com a que não era possível.
Por favor…
Por favor, não toca meu rosto, não apaga essa lágrima.
Ela é a única prova de que a gente existiu, é nosso último vestígio.
Deixa escorrer. Talvez eu esteja melhor quando ela secar.
Um dia, não agora. Não posso ser sua amiga. Não quero ser sua amiga.
Vai sim. Você vai me esquecer.
Quando aquela menina bonita, que gosta da sua banda favorita e lê Ana Cristina Cesar, sorrir pra você, pode ter certeza, você vai se esquecer de mim.
Até lá, quem sabe eu também tenha te esquecido?
Espero que sim, se me permite a sinceridade.
Não pense que é raiva. Não. É só uma questão de, não sei, sobrevivência.
Vai passar. Sempre passa.
O problema é a parte que não volta. O pedaço que se perde toda vez que um coração é partido.
Esse será pra sempre seu.
Menos o pôr-do-sol. Esse, eu vou levar comigo.
Preciso ir agora. Antes que eu lembre que não posso ficar.
Esquece isso.
Vou ficar bem.
Sempre fico.

ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.