Uma questão de identidade

O texto a seguir é um relato pessoal. Não tenho intenção/pretensão alguma de levantar bandeiras.

Sim, eu tenho opinião formada sobre o assunto, mas eu aprendi que na vida cada um precisa ser feliz do jeito que achar melhor (desde que não prejudique ninguém. Não sendo escroto é uma boa também).

Faz um tempo que eu decidi que iria descobrir como era meu cabelo natural. Eu estava feliz com a química que fazia, meu cabelo estava “dentro” do padrão de aceitação exigido pela sociedade. Porém, um dia conclui que estava cansada de todo processo (desde criança uma química/invenção diferente), que queria saber como ele era de verdade, como EU era de verdade! Claro que isso faz parte de um longo processo que venho passando desde que comecei a me conhecer mais e a amadurecer sobre muitos aspectos da minha vida… E também das referências (finalmente!) que eu passei a ver com mais frequência.

Não esta sendo fácil! Já quis desistir mil vezes, mas vou seguir até o fim para concluir se vou gostar ou não do que vou ver. Sim, eu posso voltar para as químicas se eu não gostar de fato do resultado. (nota mental: Aceita que dói menos! Hahahaha). 😛

Em outubro vou fazer o tal corte radical (aquele que eu morro de medo, mas que já me preparei para o pior…), aquele que eu fiquei enrolando até o último momento.

Desde então tenho usado MUITOS produtos. Dei sorte, pois a maioria deu certo. Alguns eu comprei e outros, como o creme de pentear Só Cachos, eu ganhei para testar da assessoria de imprensa da marca.

Os favoritos do momento são:

Shampoo e Condicionador: Tresemmé (Hidratação profunda) – Usei muitos, caros e baratos, e essa dupla foi a melhor para o meu caso. Bateu um desespero usar shampoo com o cabelo natural e sentir ele embolando. Quando fui usar o Tresemmé e notei que ele não dava esse efeito respirei com alívio! rs

Creme para massagem: Manteiga de Karité – Faz toda a diferença quando eu uso(normalmente duas vezes na semana). Dá para ver claramente o cabelo com mais brilho e mais leve.

Óleo: Extraordinário da Elseve L’oréal – Gente, é milagre? Maravilhoso! Pena que custa caro. Em média R$ 30,00 em um potinho com 100 ml.

Creme de pentear : Só Cachos. Ganhei para testar e aprovei! Não conhecia a marca e apesar de ser bem cremoso e um pouco oleoso, o meu cabelo seco se adaptou muito bem!

Ah, já falei aqui sobre como tentar lidar com as críticas. Quer saber: ser livre, mudar de gosto, estilo, opinião… é muito mais legal! É aquilo, né: só vou saber se tentar! 🙂

Shampoos e  Cremes

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3 comentários sobre “Uma questão de identidade

  1. Aninha, eu uso o Oleo de Argan da Inoar, uso a versão profissional pq comprei num site desses da internet que é mais barato.
    Eu adorei e a minha cabelereira que faz o meu relaxamento a cada 2 ou 3 meses, achou que, finalmente, meu cabelo ressecado não estava mais ressecado.

    Não tenho a sua coragem, mas admiro quem tem!

    Quero ver como vai ficar! 😉

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  2. Ana, estou lendo o livro Eternidade por um fio, que é o terceiro de uma trilogia que conta a história do século, só que com romance, sabe? Enfim, esse terceiro tem vários personagens negros que são dos EUA e mostra bem a história de conquista dos direitos civis dos negros lá. O que é bacana é que esse autor (que é maravilhoso) sempre vai relacionando a alta política à mudança de costumes, valores, roupas, cabelos etc. Então nesse livro, por exemplo, tem uma personagem que trabalha fora e é negra e vai mostrando como primeiro, ainda antes dos negros conseguirem seus direitos básicos, ela se esforçava pra alisar o cabelo e ter um, como vc disse, padrão aceito pela sociedade. Aí ao longo do livro isso vai mudando de acordo com o envolvimento político dela e as conquistas do movimento nos EUA. Em 1968, por exemplo, ele mostra como tudo já era completamente diferente e existia o movimento “black is beautiful”e tem até um personagem, britânico, que chega aos EUA e vê um cabelo black power e acha lindo. Essa personagem mesmo depois pára de alisar o cabelo. Enfim, eu amo esse autor e ainda to terminando esse último livro (e morrendo de chorar por me despedir de alguns personagens rs), mas gostei muito de conhecer um pouco mais dessa parte da história que eu nunca tive muito contato, infelizmente. bjs,

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  3. Jackie,que máximo! Fiquei c vontade de ler. Essa relação é muito ligada aos aspectos que citou e também ao fator escravidão, neh. Por isso, eu amo poder ver as coisas mudarem… mesmo que devagar.
    Acho que não é simplesmente se fazer de vítima como vejo muita gente falar. Basta avaliar com mais atenção, tirando os exageros, que vamos ver a importância de todo esse movimento.

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