Queridinha da vez

Já falei aqui sobre como sair da zona de conforto é ,ao mesmo tempo, difícil e libertador. Quem lê os posts do blog ou me segue nas redes sociais percebeu como ando me desafiando cada vez mais. Escolher uma calça pantacourt pra uma pessoa baixinha não é algo fácil e natural. Mas vivo repetindo que a gente pode tudo. Ou seja, chute as regras e seja feliz!

Comprei a minha pantacourt em uma liquidação da Marisa. Além de tudo, é uma peça versátil. Dependendo da escolha da blusa, do sapato e dos acessórios, podemos brincar com vários estilos.

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Cabe uma penteadeira

Quantas vezes nos pegamos enrolando pra fazer uma mudança na nossa casa ou até mesmo na nossa vida? Sempre falta alguma coisa pra sair tudo perfeito e a gente simplesmente não faz!

Aqui em casa não tinha espaço para uma penteadeira e o resultado é que eu usava a escrivaninha pra guardar tudo que tenho de maquiagem. Se não tinha espaço pra penteadeira, não tinha motivos pra dar um rumo melhor para aquela bagunça, certo? Um dia eu parei de querer perfeição e percebi uma bancada no quarto que estava sem utilidade e ela virou a melhor penteadeira do mundo. Perfeita? Não! Mas ótima pro que eu preciso e já virou um dos meus lugares favoritos em casa.

Duvido que você não tenha nada em casa, ou na vida, pra olhar com outros olhos e simplesmente mudar o que te incomoda. E nem  precisa ser perfeito! 😉

Achados (Desejos) da Semana

Achados

1- Turbante. Deu pra notar que ando viciada, né?! Quero um com a intenção de ser aquele que combina com tudo.  Esse é da Turban.

2- Sombra. Essa dourada é da Quem disse, Berenice? e está na minha lista faz tempo.

3- Colete. Nunca fui fã, mas desde que vi esse da My Closet mudei de ideia. rs

4- Bota. São tantos modelos que fica complicado decidir. Essa da Armazem Pink é linda!

Maquiagem para amadores (na prática)

Maquiagem: não sabemos fazer, mas a gente tenta. E é pra se sentir bem e se divertir.

Tem dias que acordamos sem vontade alguma de passar um batom. E tudo bem não passar. Nada que não nos faz bem deve ser levado a sério! Sendo assim, o vídeo de hoje é pra quem, como eu, ama maquiagem e quer se arriscar sem pressão pra ser perfeita. Vem comigo! ❤

Amor próprio

Houve um tempo, entre o fim infância e começo da adolescência, que posar para fotos era quase um martírio.

No começo da vida adulta esse bloqueio permaneceu. Eu tentava ser mais forte que ele. Algumas vezes eu vencia, outras não.

Um dia percebi que todo mundo teria memórias e eu, se as tivesse, não ia gostar nada do que iria ver. Aquele sorriso era um misto de: o que eu estou fazendo aqui com pra que aceitei sair na foto.  O resultado era quase sempre o mesmo: nossa eu estou horrorosa!

A minha autoimagem nunca foi das melhores. Contribuía o fato de não ter referências, claro. Mas o pior mesmo estava dentro de mim. E quanto a isso, só eu poderia dar um fim.

Alguns anos depois, com algumas crises e muita coragem, eis que surge uma mulher na fase adulta que se sente bonita e orgulhosa do que se tornou. Para além da estética, o que temos aqui dentro é uma pessoa mais feliz e consequentemente mais segura.

E nada tem a ver com cabelo, peso, roupas… Tem relação com o que eu penso de mim. E eu torço todos os dias para que seja sempre o melhor, e melhor, e melhor a cada dia.

O relato de hoje é sobre amor próprio . Eu fui e sou feliz mesmo quando tudo esteve, ou ainda fica, um caos. Mas é muito melhor quando ele dá lugar a plenitude que sentimos aqui dentro do peito.

Pois agora temos fotos e até videos.

#nuncafoiapenassobrelookdodia #inspiraterapia #autoestima #amorpróprio

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São Paulo: é cinza, mas é linda

Mais uma vez fomos pra São Paulo e, como sempre, foi incrível. Não canso de repetir que amo a cidade. É impressionante como sempre tem algum lugar novo pra conhecer, além de visitar amigos e repetir passeios por lugares que amamos.

Um agradecimento especial para Paula e Bruna pelo carinho e hospedagem. Muito amor pra Joice, Rico, Mi, Rafa ,e agora o Vicente, que sempre dão um jeito de estar com a gente. Agradecemos também ao Philipe e a Maya pela companhia e pelo café.

Vila Madalena + Brechó Capricho à Toa

Eu moraria fácil em Vila Madalena (quem não moraria! Rs). Muitos bares, restaurantes, casas lindas, lojas e com um clima sensacional. Toda vez que passo pelo bairro eu quero ficar. Aproveitamos que estávamos passeando por ali e fomos conhecer o Brechó Capricho à Toa, que fica bem pertinho do metrô. Pra quem curte comprar roupas em ótimo estado e por um preço justo, esse é o lugar. Além de ser uma forma de praticar sustentabilidade, tão necessária nos dias atuais, o lugar foi muito bem planejado e tem achados imperdíveis. Se você tem preconceito com brechó eu vou falar apenas uma coisa: não tenha! O Capricho é lindo, enorme, limpo e super organizado. Comprei uma saia/saída de praia da Lenny Niemeyer por R$20.
Quero voltar com mais calma com certeza!

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Escadaria do Patápio + Armazém da Cidade + Beco do Batman

Quando eu digo que podemos voltar mil vezes e ainda assim encontrar novos lugares, não estou exagerando. Ainda em Vila Madalena conhecemos sem querer a Escadaria do Patápio. O lugar lembra muito a escadaria do Selarón aqui do Rio. O astral é o mesmo: gente descolada se divertindo e jogando conversa fora com os amigos. Li que foi inaugurada em 2015 em homenagem ao músico, compositor e flautista Patápio Silva. É linda e vale a visita! Logo ao lado, encontramos o Armazém da Cidade, lugar que une moda, arte, cultura e gastronomia. No dia da nossa visita, estava rolando uma roda de samba com a carioquíssima Portela, muitas barraquinhas de roupas e acessórios, além de comidinhas e cervejas.

Ainda no bairro nos deparamos um uma loja da Westwing. Eu não queria mais sair de lá. Minha casa certamente poderia ser toda decorada com os itens da loja que é um sonho. No segundo andar tem um café charmoso e lindo. Não deixem de visitar!

Claro que passamos pelo Beco do Batman, que já havia ganhado meu coração como contei aqui.

Liberdade + Augusta

A Liberdade dispensa comentários. Todo mundo que anda por lá ama e volta muitas vezes e com a gente não é diferente. São muitas lojinhas pra todos os gostos. Minha dica é se perder em todas e procurar muito antes de comprar de fato o que você quer.

A Augusta virou um dos meus lugares favoritos. Você se perde e vai parar em lugares interessantes. Dessa vez a gente foi na Galeria Ouro Fino, prédio repleto de lojas e referência em moda desde a sua inauguração, em 1962. Ainda na Augusta, encontramos um cantinho chamado Villa San Pietro, que parece um pedaço da Itália. Muito fotogênico, com lojas e um restaurante.

Por lá encontramos também um dos sistemas mais legais de comércio, que já havíamos visto da ultima vez, mas que parece ter dado certo e anda se espalhando por todos os lados. São espaços colaborativos onde encontramos de tudo um pouco. Ou seja, um único lugar vendendo vários produtos de marcas diferentes como óculos, roupas, sapatos, objetos de decoração, entre outros.

Hotel Unique + Edifício Copan

Um das surpresas dessa viagem foi poder cobrir o evento Salão CasaModa, que já falamos aqui. O evento foi realizado no Hotel Unique e claro que aproveitamos pra ir até a cobertura pra conhecer o restaurante Skye e o bar a piscina, com uma vista linda da cidade.

E por falar em vista bonita, a do Edifício Copan é um espetáculo. Projetado na década de 50, por ninguém menos que Oscar Niemeyer, é um dos mais importantes e emblemáticos edifícios da cidade de São Paulo. Descobrimos que o terraço do prédio por ser visitado gratuitamente por turistas (vale ligar pra saber dias e horários disponíveis para a visita). Passeio recomendadíssimo.

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Edifício Martinelli + 25 de Março

Outro prédio que também pode ser visitado (vejas os dias e horários disponíveis) é o do Edifício Martinelli. De lá é possível observar vários pontos turísticos da cidade. O arranha-céu impressiona! Preciso falar da vista?

Nem preciso dizer que fiquei louca na 25 de Março. Fui um tempo atrás e posso afirmar que a qualidade das bugigangas só melhora. Sem falar dos precinhos incríveis. Pra quem tem paciência de andar em lugares cheios e gosta de garimpar coisas baratinhas, é uma ótima pedida.

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Gastronomia:

Dona Onça: o Dona Onça fica no térreo do Edifício Copan. É um bar + restaurante com uma lista enorme de prêmios e comandado por Janaina Rueda. Foi sem dúvida o lugar mais legal, gastronomicamente falando, que visitamos.

Pra comer, pedimos apenas entradinhas. Uma delas foi um croquete de carne de panela, receita da casa, e a outra foi um pão chinês com frango frito e repolho. Maravilhoso e meu preferido! Não posso deixar de destacar o atendimento, um dos melhores que tive na vida. Voltaremos com certeza!

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Frangó: a casa, também com muitos prêmios, tem como destaque sua coxinha recheada de frango com catupiry. Localizada na Freguesia do Ó, chama atenção do bar as cervejas disponíveis. Dizem que a carta de bebidas é a maior do Brasil, com cerca de 300 marcas.

Barão Natural: comida vegana, barata, honesta e gostosa. Depois de um passeio furado, a comida saudável do restaurante valeu o tempo perdido. São quatro endereços na cidade e vale o custo-benefício.

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Ben&Jerry’s: impossível passar pela Avenida Paulista e não parar pra tomar esse sorvete. Já tinha ido em outra ocasião e virou o favorito da vida. Amamos o atendimento e a simpatia dos funcionários. Pedi o de sempre: chocolate Fudge Brownie na casquinha tradicional feita pela casa.

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Magg Café: localizado dentro do Copan, é um café fofo com bolos de arrancar suspiros. Pedimos um de chocolate, que estava divino, acompanhado de cafezinho.

Banri Katian: fica na Liberdade. É o restaurante do Banri Hotel, mas possui entrada separada o que facilita a vida de não hóspedes. O cardápio é bem variado, com pratos chineses e japoneses. Dividimos um yakisoba e achamos gostoso e com preço razoável.

Ponto Chic: diz a história que sanduíche inventado por Casimiro Pinto Neto, mais conhecido como “BAURU” nasceu ali. Provamos e aprovamos essa delícia. Gostaria de alertar que ele é enorme. Então não faça como os cariocas aqui que pediram uma porção de fritas para acompanhar. rs

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Mercearia São Pedro: antigo boteco na Vila Madalena que serve almoço e bons petiscos. É o que podemos chamar de pé sujo, mas com charme e comida gostosa. Vale destacar que o lugar é uma ótima opção para tomar aquela cerveja em garrafa gelada.

Assista um pouquinho dos lugares que visitamos.

Pedra do Leme

Aquela era a hora do dia que fazia ela ter vontade de entrar em si mesma e transbordar tudo que era excesso. Ou falta.

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Naquela roda de amigos, entre risadas e goles de cerveja, se desligou do assunto posto à mesa e contemplou o sol que alaranjava o céu e se escondia atrás da montanha. A beleza inexplicável, quase insolente, de mais um fim.

Uma vontade intensa de se isolar machucava seu peito e queimava seus olhos, mas ela sorria naquela roda de amigos. Porque é assim que tem que ser.

Sorrateira, retira-se, dizendo apenas para a amiga mais próxima, quase num sussurro, vou tirar uma foto e já volto.

 No breve caminho do quiosque até o píer onde procura o melhor ângulo para guardar aquela paisagem e aquele sentimento, a solidão escapa furtiva num pequeno sorriso ao ver crianças correndo da areia para o mar.

A pintura, o sonho, o desejo e a tristeza. Tudo num pequeno sorriso que, dentro dela, se afoga.

Tudo bem chorar. Aprendera, há pouco tempo, a não lutar contra suas tempestades.

Com o celular nas mãos, por um minuto, se esquece da foto. Sente os últimos raios do sol em seu corpo. O calor, que ainda há pouco lhe arrancava gotículas de suor, agora vai embora.

Como as paixões em sua vida. Tão quentes no início, tão frias no final.

Sempre um final.

Distantes mesmo de qualquer centelha de começo.

A umidade das lágrimas refresca seu rosto quando uma brisa vem lhe avisar que ainda existe um amanhã. E outro.

E outro.

Sim, existe. Sorri. Diferente dessa vez.

Faz a foto, guarda o sentimento.

De volta à mesa, seus amigos falam de política. Ela ainda olha o céu, agora com tons de rosa e azul escuro. As luzes da cidade se acendem.

Dentro da noite dela, também.

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Juliana Borel é escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Em 2016, ganhou o prêmio literário Leia Comigo, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e é uma das autoras no livro de contos “Mapas Literários – O Rio em Histórias” (Rovelle/2015) e do livreto de poesias “Miudezas” (Cartonera Carioca/2016).
Tem um blog procurasepoesia.blogspot.com.br, onde escorre todas as suas experiências.